O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos decidiu, relativamente a uma queixa da cidadã italiana Soile Lautsi, que a presença dos crucifixos na sala de aula são um atentado ao direito de liberdade religiosa dos pais poderem educar os seus filhos na religião que escolham.
O tribunal deu razão à italiana que pedia a retirada daqueles símbolos religiosos das escolas públicas onde os seus filhos de 11 e 13 anos estudam. Esta decisão terá um impacto ao nível de toda a União Europeia.
O Estado italiano já decidiu apresentar recurso da decisão, argumentando que a exibição do crucifixo nas salas de aula não representa uma adesão ao catolicismo, mas é antes um símbolo da sua tradição.
E em Portugal para quando a retirada dos símbolos religiosos das escolas públicas? Continuaremos impunemente a infringir os princípios básicos dos direitos Humanos?
Enquanto ateu convicto, não gostaria que os meus descendentes fossem obrigados a conviver diariamente com uma simbologia que não se adequa com a educação que lhes pretendo dar.
Claro que para as escolas privadas só vai quem quer, e sabe à partida com o que conta. Já nas escolas públicas a situação é diferente: elas são a única alternativa, para a maioria dos estudantes que frequentam o ensino OBRIGATÓRIO, imposta por um Estado supostamente laico e que não devia privilegiar nenhuma confissão religiosa em particular (ou a sua ausência)...



13 comments:
Com esses da foto é que estavamos bem. Ao menos havia respeito.
Deus, Pátria e Família. Era o que se costumava dizer, ao menos as pessoas tinham valores.
Agora até os crucifixos querem tirar das escolas das nossas crianças. E os alunos até batem nos professores! Onde é que isto vai parar?
Por muito negativa que seja a visão do presente na verdade ninguém gostaria verdadeiramente de regressar ao passado, isso significaria que todos estes anos foram um profundo vazio onde não evoluímos nada. Não é verdade! A sociedade mudou, os jovens mudaram e a realidade é outra. Eu penso sinceramente que mudámos para melhor mas como todos os avanços existe um preço a pagar por isso, os jovens de hoje são seres com pensamento autónomo e com um elevado sentido crítico, não lhe conseguimos impor teorias pela veia da "autoridade moral" mas unicamente pela demonstração científica. Ninguém mais aceita a palavra “ do padre e do professor primário” como a fonte de todo o saber, agora o mundo é muito mais amplo e dicotomicamente mais concentrado, a sociedade de informação e a aldeia global onde vivemos fez mudar não os valores como muitos dizem mas a forma de estar , de pensar e de aceitar a essência humana.
Os jovens não são todos uns selvagens, alguns são mas que eu saiba sempre houve maus comportamentos e que quase sempre são reflexo das vivencias familiares e dos conceitos de educação que transmitimos aos mais novos. Um mundo que gira a uma velocidade tão vertiginosa gera carências afectivas, falta de tempo e atenção para que os Pais consigam formar os seus da forma que todos desejamos. Para além disto existem ainda problemas sociais que são em alguns casos motivos de “indisciplina” ou “revolta”. E todos deveríamos pensar porque motivo os jovens de famílias mais humildes são em grande maioria os “maus comportados”. Talvez sejamos nós mais responsáveis por isso do que pensamos, afinal criamos um mundo recheado de luxos e facilidades pena que estas não cheguem a todos e assim é fácil compreender porque se revolta esta gente. O Mundo tem de parar e pensar que a evolução é óptima mas não quando apenas chega a 10% da população mundial.
Acho que tal como os restantes símbolos se retire os crucifixos das escolas, afinal a escola pública é “lacta” e não “basta selo e preciso parece-lo”! Vivemos numa comunidade livre, que valoriza a liberdade, o direito de poder escolher. Podemos escolher o nosso clube, a nossa escola, o nosso curso, a cidade onde vivemos e até o país! Porque não deixamos que todos possam verdadeiramente escolher as suas crenças e religiões sem os julgarmos por isso. Afinal como defende, e bem o Saramago. Eu não posso provar que o meu Deus é melhor que o Deus dos Outros porque nenhum fez nada que todos possamos comprovar.
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Os crucifixos sempre lá estiveram e nunca fizeram mal a ninguém. Quem é que se pode ofender? Se não for católico simplesmente encara como um objecto decorativo. Agora retirar?
Daqui a pouco temos de camuflar as igrejas para não ofender ninguém.
será que a tua mae se ofende de andar de car...lho na mão?
Mas esteve lá sempre?
“Enquanto ateu convicto, não gostaria que os meus descendentes fossem obrigados a conviver diariamente com uma simbologia que não se adequa com a educação que lhes pretendo dar.”
Tomei a liberdade de citar esta parte, para fazer a seguinte pergunta ao autor do Blogue:
- No seu tempo de estudante havia crucifixos nas salas de aulas?
- Caso afirmativo, que mal eles fizeram às suas convicções de ateu?
- Portugal tem um estado laico, não podemos é esquecer que esse mesmo estado, governa um País maioritariamente católico. Desde que haja respeito pelas ideias dos outros, não será a presença de um crucifixo que mudará os ideais dos que não acreditam em Cristo.
- Quanto às crianças não cristãs, será uma forma de conhecerem a “história de Cristo”, contada preferencialmente pelos seus próprios pais, mesmo que ateus ou que professem outra religião.
Independentemente de acreditarmos ou não em Cristo, não deixa de ser fascinante a narração da sua vida.
Realmente o ser humano demonstra o profundo enraizamento do apego e do sentido de “posse” ás crenças que lhes são pregadas como forma de explicar o inexplicável.
Ao último anónimo gostaria de colocar a questão de uma forma diferente e que me parece mais legítima e sobretudo neutra numa sociedade que se diz tolerante e livre.
Porque motivo faz falta um símbolo religioso na escola do seu filho? Irá isso minimizar a participação na vida religiosa, será que não devermos deixar à religião o que é da religião? Já que a maioria dos portugueses é católico, como bons católicos que são, devem ter em suas casas o livre sagrado, a Bíblia, e portanto têm oportunidade de em família ensinar a fascinante vida de Jesus Cristo, a sua mensagem e todos os ensinamentos em que acreditam.
Seria uma oportunidade de aproximar pais e filhos, num momento de profunda reflexão e ensinamento, porque não cabe só ás escolas educar, essa é uma tarefa de todos!
Se desejamos ser uma civilização livre e democrática, respeitadora do próximo devemos ter a coragem de saber abdicar daquilo que não nos deixa cumprir estes ideais, não devemos querer que sejam os outros a mudar, aliás a melhor forma de os fazer mudar será sermos nós a dar o mote.
Eu acho que o meu amigo até tem alguma razão. Eu sou Católico Apostólico Romano Praticante convicto e não me ofende nada que tirem os símbolos religiosos das escolas.
O que me parece é que no lugar destes deviam colocar câmaras de filmar e uma central de recolha de imagens ligada a casa de cada “papá pseudo intelectual“ para verem o que é a verdadeira evolução de delinquentes que o pais está a encubar.
O que é que isto tem haver com a Guarda?
Vão tirar os crucifixos às irmãs do Outeiro de S. Miguel ou às da Cerdeira?
É que para entrada de professores por cunha é particular mas para contar como tempo de serviço é oficial.
Coerencia, haja coerencia se somos um País laico porque carga de água se comemoram os FERIADOS RELIGIOSOS os ateus por acaso vão trabalhar sem receberem as respectivas horas extraordinárias.
Portugal é cada vez mais um país multicultural e como tal tem cada vez mais pessoas de outras etnias nas salas de aula. Até a Guarda tem visto o número de pessoas "iguais mas diferentes" crescer. Indianos, romenos, ucranianos, chineses entre outros estão a frequentar as nossas escolas, alguns são católicos, outros não.Se fosse testemunha de jeová por exemplo não gostaria de ver um crucifixo na escola dos meus filhos, portanto a educação religiosa seja ela qual for deve dar-se em casa e nos espaços a ela dedicadas. Quanto ao Outeiro, Cerdeira, atls e jardins de infância que são da responsabilidade de instituições religiosas, considero que os mesmos devem permanecer lá. Sabemos que por se tratarem de instituições católicas a religião está presente na educação dessas crianças, os encarregados também o sabem... só lá poêm os seus filhos se quiserem...
Excepcionalmente volto a um assunto do qual já tinha dado a minha opinião, contudo, a observação colocada pelo comentador "rua do comercio", sobre os feriados religiosos, que neste país laico são todos feriados cristãos, é de tal modo pertinente, que me faz regressar aos comentários, para colocar duas questões a quem não professa esta religião:
1.ª - O que pensam sobre os feriados religiosos?
2.ª - Concordam com a manutenção dos mesmos, ou preferem a sua abolição, em respeito para com todos aqueles que não partilham os ideais cristãos?
Digam da vossa justiça, só assim poderei formar uma ideia mais clara acerca do motivo porque pretendem que os crucifixos sejam retirados.
Como ateu convicto apoio a abolição das designações cristãs dos feriados.
Aliás um pouco na linha do que a igreja fez com as festividades pagãs como a festa actualmente conhecida como Natal, a festa hoje conhecida por S. João, a festa hoje conhecida por Páscoa etc.
A realidade é que a maioria das datas das grandes festividades do mundo cristão não têm origem no cristianismo mas sim com práticas mágico-religiosas pagãs anteriores às quais foram atribuidas novas nomenclaturas e novos significados, mantendo-se no entanto alguns actos das festas originais.
Nesse sentido apenas apoio a mudança da nomenclatura por forma a construirmos uma sociedade verdadeiramente laica.
Algumas nem carecem de alteração de nomenclatura já que a sua génese nem é cristã, caso evidente do Natal que se trata apenas da celebração do solstício que vem da antiga celebração da Saturnalia que curiosamente decorria entre dia 17 e 25 de Dezembro.
http://www.simpletoremember.com/vitals/Christmas_TheRealStory.htm
Muitas outras festas locais de culto mariano ou a «Senhoras» disto e daquilo são também adulterações de festas pagãs.
O teu problema é leres demais e não curtires a vida como ela realmente é.
Bebe uns copos, fuma umas gansas, reza uns pai-nossos e dorme uma boa soneca, porque o teu mal é sono.
Se queres viver numa sociedade “laica”, apanha o primeiro foguetão e vai fazer companhia ao esqueleto da cadela que ainda deve estar intacto lá em cima na lua.
Eu também gostava de viver numa sociedade naturista, sou apologista que as pessoas deviam andar nuas. E como naturista convicto acho que devíamos todos tirar a roupa. Nesse sentido apenas apoio a mudança da nomenclatura por forma a construirmos uma sociedade verdadeiramente naturista.
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