A Cidade da Guarda possui uma interessante - mas por vezes esquecida - Judiaria.
Do que lá se passou, de quem lá vivia e qual a sua influência na História de Portugal, o povo da Guarda pouco fala ou conhece.
A Comuna da Guarda é a Comuna Judia mais antiga da região, e uma das mais antigas do País. A comuna distingue-se de uma judiaria comum por possuir magistrados próprios e pelo facto de as segundas serem subsidiárias ou satélites das primeiras.
Segundo reza a História a Comuna da Guarda data do séc. XIII. Existem documentos que relatam como D. Dinis cede algumas casas para instalação de famílias Judias e de uma Sinagoga.
Junto da Judiaria velha cresceu mais tarde uma zona de Judiaria nova. Hoje formam um conjunto conhecido como a Judiaria da Guarda - na realidade já vimos que era um pouco mais que isso.
Documentos mostram que a população Judia cresceu de 200 para 800 na primeira metade do séc. XIV. A pressão para a conversão aumenta e ocorre um caso trágico de filicídio em que o chefe da comunidade, o Rabi José Oça mata os seus 4 filhos para evitar que os mesmos sejam educados no cristianismo.
No século XV a Judiaria passa a ser encerrada durante a noite devido a protestos dos guardenses cristãos. Segundo os registos da época algumas famílias judias Guardenses conhecidas eram, entre outras, Ergas, Pernica, Castro, Falilho, Tobi e Querido.
Nesta época de descobertas, a comunidade judaica da Guarda também contribuiu - e por vezes de forma forçada - para o esforço nacional:
-Em 1438, a judiaria da Guarda pagou 30 700 reais a pedido de D. Duarte para a expedição militar a Tânger.
-Em 1440, a comuna da Guarda emprestava ao regente D. Pedro (irmão do infante D. Henrique), para a expedição de D. Pedro de Castro às Canárias, disputadas pelos castelhanos, 97 600 reais.
-Em 1479 os judeus da Guarda contribuíram para a defesa do reino com 170 715 reais, emprestando ainda à Coroa, 80 000 reais.
Ainda hoje se podem observar as mais diversas marcas nas portas das casas da judiaria, correspondem aos ofícios dos seus ocupantes ou a conversões entre outros significados mais obscuros.
Numa dessas casas, que hoje é a oficina de chaves do sr. Bandarra, existem marcas muito curiosas. Supõe-se que nessa mesma casa residia o Rabi (Pero Esteves?) também conhecido como «O Barbadão».
Sua filha, a bela judia Inês Pires Esteves, teria um caso amoroso com D. João I do qual nasceu um filho bastardo que mais tarde viria a ser D. Afonso de Portugal, 1º Duque de Bragança (1377-1461) e iniciador da casa do mesmo nome.
Daí talvez o facto de a Judiaria ter doado a tal quantia ao Rei D. Duarte (meio-irmão de D. Afonso de Portugal) em 1438 para a expedição a Tânger. Curiosamente o Monarca morreria nesse mesmo ano.
Fontes: Wikipedia
http://www.geneall.net/
http://judiariadaguarda.web.simplesnet.pt/
Mais ainda:
Pode haver alguma confusão em saber se este Rabi ser de facto o mesmo Barbadão pai de Inês Pires Esteves mais ligada a Veiros (Alentejo). No entanto não deixa de ser curioso que alguns atribuiam a sua barbudez a um acto de protesto por a sua filha se ter "amantizado" com Rei. Quando há evidencias que o Barbadão era sapateiro e Judeu - e daí a barba - curioso também é existir o culto de N. Sr.ª do Mileu em Veiros e na Guarda.
Este assunto não é pacífico e existe mesmo uma discussão acerca da identidade do Barbadão.
A nossa interpretação é de que de facto é o mesmo homem, Judeu rico e poderoso, fugido de Castela, radicado na Guarda onde seria um dos elementos mais importantes da comunidade, tendo influência em judiarias de Bragança ao Alentejo.
Por outro lado a ligação entre a sua filha e D. João I poderia não ser apenas casual, quer fosse por ser de mútuo interesse - um queria dinheiro outro o poder - ou apenas por ambos circularem nas esferas do poder.
A confirmar esta teoria existe um manuscrito na Biblioteca da Ajuda que afirma isto mesmo, mas que o nome do pai de Inês Pires Esteves - o Barbadão - era o Judeu "Mem da Guarda". Apesar disso, o manuscrito, tem sido descredibilizado talvez por denegrir a imagem dos nossos monarcas - em especial as casas de Avis e Bragança. Atribuem o manuscrito a Damião de Góis e afirmam que o terá escrito por despeito.
No entanto, não referem que nessa época existia na Guarda um Homem apelidado de Barbadão e por coincidência Judeu rico e líder da sua comunidade.
Não é difícil de imaginar que este homem poderoso, fugido de Castela e radicado na Guarda, poderá ter tido um papel preponderante na manutenção da independência portuguesa.
É desta época o episódio histórico da recusa de Álvaro Gil Cabral, Alcaide-Mor do Castelo da Guarda e trisavô de Pedro Alvares Cabral, em entregar as chaves da cidade ao Rei de Castela durante a crise de 1383-85. Este mesmo alcaide apoiou a subida de D. João I ao trono e combateu em Aljubarrota.
Os judeus fogem de Castela, mas não permanecerão em segurança em Portugal se este for invadido e dominado pelos Castelhanos.
Sangue judeu corre nas veias da realeza e monarquias europeias. Porquê? - Porque poder e dinheiro vão sempre juntos, independentemente da época ou momento histórico.
Algumas destas famílias tornaram-se nobres, muitas outras converteram-se ao cristianismo e a si próprias em prósperas famílias burguesas.
Muita dessa abastada burguesia ainda hoje radica na Guarda, mantém a sua influência e aumentou a sua riqueza. Alguma até a nível nacional.
Pena mesmo é que, após o enriquecimento e conversão, se tenham esquecido de onde vieram, de quem os acolheu e de quem lhes deu prosperidade.
Na Guarda nunca poderemos ser anti-semitas, pois a sua história é a nossa História.
Na Guarda está guardado o obscuro segredo das origens dos nossos monarcas e das elites que nos governam de há uns séculos a esta parte.
Sem o seu dinheiro e influência as descobertas e a manutenção da independência nunca teriam sido possíveis. Em troca foi permitida a união com as famílias nobres e aceso ao poder político.
Hoje ninguém teria problemas em afirmar-se como descendente de judeus, no entanto pelo prisma daquela época a situação era bem diferente, e por isso mesmo encoberta.
Outro artigo relacionados com este assunto no nosso blog:
http://egitaniense.blogspot.com/2008/12/famlias-judias-em-portugal.html
http://egitaniense.blogspot.com/2007/12/os-cinco-fs-da-guarda.html



10 comments:
Fosga-se parece um livro do Dan Brown o José Rodrigues dos Santos americano.
Não foi por acaso então que o salazar acolheu o Barão Rotschild durante a 2ª Guerra Mundial!
Porque no fundo eles eram primos netos do mesmo ramo familiar de Carlos Magno.
Mas o Salazar tinha também simpatia pelo Hitler que era, tal como ele, descendente directo do profeta Isaías pelo lado da sua mãe. Não podemos esquecer que ele era amigo de faculdade dos irmãos Dinis da Fonseca que criariam a Liga dos Servos de Jesus que é uma organização secreta que se reúne todos os anos na Guarda e teve também por grão mestre o Mussolini.
Um dos irmãos até foi presidente da Câmara da Guarda, e adivinhem como é que ele descobriu as ruínas do Mileu ( coincidência não?)
Fala-se que lá no Outeiro existem umas catacumbas onde os Irmãos escavaram uma sala de reuniões secretas e onde chegaram a estar escondidas algumas das maiores relíquias do povo Judeu, confiscadas pelos regimes fascistas da Europa.
Alto aí, que a estória não é bem assim:
Os Irmãos Dinis da Fonseca é que são descendentes do Barbadão. Que por sua vez é aparentado com os Rotchild que por acaso não é o nome da família mas sim uma alcunha.
A Comuna da Guarda foi das primeiras a ser estabelecidas na península com obediência directa aos antepassados do Rotchild.
A segunda sala de reuniões era por baixo do actual sanatório, sendo que antes era numas catacumbas que dava para um túnel que ligavam a judiaria ao centro da cidade, para permitir aos Judeus saírem da Judiaria durante a noite enquanto estava fechada sem serem vistos.
Só mais tarde passou para o terceiro local do Outeiro de S. Miguel.
Há uns relatos que o César Augusto teria permanecido alí na zona do colégio de Sta. Clara, mas ninguém sabe a que propósito vem essa estória. Eu explico:
Naquela época já havia alí culto sabático e judeus estabelecidos.
Os templos dedicados à Sr.ª Do Mileu eram sempre eregidos junto dos antigos locais de culto do que hoje chamamos Sabat. Daí haver também uma em Veiros.
Oh mer*** não é nada disso que vcs tão a dizer!
O Barbadão foi o percursor dos Illuminati e a sua rede tentacular estendia-se por toda a europa ocidental.
A porradaria com os Espanhois era porque eles eram de outra facção e queriam tudo para eles.
Estas famílias eram descendentes directas de cristo e sabiam que iam iniciar as descobertas.
Por esse motivo fizeram aliança com os de Avis e com os Cabrais.
Não há coincidências!
Os Dinis da Fonseca não eram Judeus nem Illuminati, eles queriam era fazer uma aliança entre os illuminati e os fascistas da alemanha e da itália.
Para isso construiram ali uma suposta escola no Rochoso.
Nessa altura os agentes da Gestapo já andavam a espionar o que se passava no Barracão com os Curie, a ver se deitavam a mão nos materiais radioactivos.
Mas quem acabou por ficar com tudo foram os Illuminati.
E foi lá no Outeiro que a Ex-Ministra da saúde da Finlândia soube, durante um retiro espiritual com o Ximenes Belo da tramóia com as vacinas da Gripe A.
O padre geadas tem debaixo do campo de futebol do Outeiro uma arma intercontinental apontada para a coreia do norte. Que neste momento são os únicos que se opoem à estratégia dominadora dos illuminati e por isso fazem-lhes boicote económico.
Quem tem uma das chaves é o geadas e a outra é uma das freiras da Cerdeira. O centro de comando é na sede do episcopado.
Deixem-se de parvoíces.
Parabéns pelo artigo.
Tudo bem são opiniões pode ser verdade ou não quem sabe.
O que eu achei interessante foi a dignidade que foi dada aquela singela placa da foto, que eu nunca vi ao vivo, toda borrada com cimento!
É nestes detalhes que a Câmara da Guarda falha. Isto é forma de tratar o património?
Estou a ver que a Guarda é fértil em amantes dos nossos monarcas.
Judia ou gentia a guardense é sempre a mais bonita.
Estive a ler os textos que consultou, e parece-me que existe uma probabilidade real de D. João I ter mesmo uma amante judia da Guarda.
Depois parece que acabou num convento onde ele a visitava.
mas a que propósito vem o Padre geadas á baila?
O homem tá a morrer... tenham dó!
Agora nas entrelinhas dizem-se verdades:
na realidade debaixo do campo de futebol do outeiro de S. Miguel haviam tuneis escavados... Eu estive lá!
Só que como sou claustrofébico nunca fui até ao fim do tunel! Eu o máximo que ia era até aquela parte em que cresciam em numero exponencial os morcegos pendurados no tecto da dito tunel! Talvez um dos antigos alunos do colégio do meu tempo possa aclarar isso melhor...
Agora se era para esconder os cadávers dos recém nascidos; ou para cultos sabáticos ou para esconder armas nucleares...
Use your imagination!
Enviar um comentário