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28/09/2012

Coficab reforça vendas e cria 50 novos empregos na Guarda

«Cerca de 90% da facturação, de 168 milhões de euros em 2011, segue para os mercados externos.

A Coficab Portugal - subsidiária instalada na cidade da Guarda do grupo tunisino Coficab - reforçou a sua componente exportadora para os 90% do total da facturação (de 168 milhões de euros no final de 2011), tendo-se visto forçada a aumentar a sua capacidade de produção.

Para isso tem em execução um projecto de investimento da ordem dos 12 milhões de euros - que prevê a aquisição de novas instalações e a instalação de três novas linha de produção de cabos para os sectores automóvel e do transporte de energia. O director-geral da operação portuguesa da Coficab, João Pires, disse ao Diário Económico que "com este investimento vamos avançar com um quarto turno de trabalho, pelo que, a breve prazo, iremos criar cerca de 50 novos postos de trabalho", numa unidade que já emprega 270 colaboradores.

Apesar de a Guarda ser uma cidade do interior em crescente desertificação, "não vamos ter qualquer dificuldade em encontrar colaboradores porque ainda há muitas pessoas especializadas disponíveis, depois do fecho da Delphi da Guarda".»

In: Diário Económico

24/09/2012

Explicado o "Milagre" Exportações

«Quase dez por cento do crescimento das exportações de mercadorias este ano resultam da venda de ouro, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). 

 Nos primeiros sete meses de 2012, Portugal exportou 26.914 milhões de euros em bens. Este valor é superior em 2.193 milhões ao que se registou no mesmo período do ano passado (subida de 8,9 por cento; valores nominais). Ora, nos primeiros sete meses de 2012, as exportações de ouro portuguesas ascenderam a 455,9 milhões de euros. Comparando com o mesmo período de 2011, Portugal vendeu mais 201 milhões de euros em ouro, um crescimento superior a 75 por cento. Ou seja, do aumento de 2.193 milhões de euros nas exportações portuguesas, quase um décimo (9,1 por cento) deve-se ao crescimento das vendas de ouro.

 As estatísticas do INE mostram que as exportações de ouro dispararam a partir de 2008. Até esse ano, o valor do ouro não-monetário vendido por Portugal ficava abaixo dos dez milhões de euros. Em 2008, esse valor disparou para 33,4 milhões. No ano seguinte, chegou-se aos 102 milhões. Se a tendência de crescimento dos primeiros sete meses deste ano se mantiver, em 2012 as exportações de ouro vão ascender a 800 milhões de euros. Parte deste crescimento é explicável pela subida na cotação do ouro.

Segundo números do Banco de Portugal, o preço do ouro nos mercados internacionais quintuplicou nos últimos dez anos. Porém, apesar de significativo, este aumento só justifica uma pequena fatia do crescimento explosivo das exportações portuguesas de ouro nos últimos quatro anos. A maior parte do crescimento foi mesmo em volume, não em preço. Exportações de ouro Ano Valor (milhões de euros) 2012 (até julho) 445,9 2011 519,4 2010 216,4 2009 102,1 2008 33,4 2007 6,9 2006 8,5 2005 1,4 2004 1,9 2003 2,3 2002 4,5 2001 5,6 2000 9,3 Fonte: Instituto Nacional de Estatística
In LUSA, PGR.»

Quanto do restante crescimento das exportações, não é meramente venda de bens penhoráveis, transferências de maquinaria e tecnologia paradas por efeito da desindustrialização?

03/09/2012

Alunos passam fome na Guarda


(Noticia Correio da Manhã)

«Felisberto Costa, que garante ao CM já ter alertado as autoridades de São Tomé e Príncipe em Portugal, revela que estas situações de pobreza extrema "são consequência do corte das bolsas de estudos a alunos emigrantes".

"Este ano foi um inferno, assim vou embora", desabafa Ludimara Almeida, aluna da Escola Profissional de Gouveia. A jovem, de 22 anos, partilha o pensamento de muitos são-tomenses que vieram para Portugal ao abrigo de bolsas de estudo pagas pelo governo local. Mas o dinheiro "chega tarde e só dá para pagar as rendas e as contas em atraso".

Os casos de fome nesta comunidade estudantil são recorrentes. "Soube de colegas que foram buscar comida a caixotes do lixo", adianta. "Em vez de duas refeições, faz-se uma, mas tem de chegar para todos", conta Ildecino Amaral, de 28 anos. Alguns alunos têm comido com a ajuda da Cáritas da Guarda.»


in:
Alunos passam fome na Guarda

30/08/2012

Alunos São-Tomenses em dificuldades na Guarda

Numa carta dirigida ao Ministério da Educação e Cultura de São Tomé e Príncipe, a associação de estudantes dos PALOP denuncia a grave situação por que passam os alunos São-Tomenses a estudar na região da Guarda:

Carta Para o Ministro DAIO

São pois situações muito graves aquelas descritas no documento supra-citado e às quais São Tomé e Príncipe parece não poder responder.

Cabe-nos pois  a nós demonstrar solidariedade por outros seres humanos que passam dificuldades extremas no seio da nossa comunidade.

Fonte: http://www.telanon.info/sociedade/2012/08/28/11204/associacao-dos-estudantes-dos-palop-escreveu-carta-para-o-ministro-da-educacao-olinto-daio/

17/08/2012

34 Mineiros Fuzilados - Capitalismo sanguinário

Ontem (16 de ago. de 2012) a polícia Sul-Africana fuzilou  à queima-roupa 34 mineiros.



O crime? - uma manifestação por melhores salários. O dono da mina de platina já veio pedir desculpas pelo atraso na produção, causado pelas manifestações ...

UBI humilha alunos com dificuldades económicas

Já não bastava o drama socio-económico que o país atravessa no momento presente, agora são as próprias instituições universitárias que vêm humilhar os alunos com problemas financeiros através da publicação e publicitação de listas dos "caloteiros" que por qualquer motivo não conseguem pagar as propinas...

A educação é cada vez mais uma coisa de ricos. Os demais podem bem tentar, mas correm o risco de ser enxovalhados em praça pública e posteriormente verem-se expulsos das instituições de ensino, por terem cometido o grave crime de não terem dinheiro.

Até os piores criminosos têm direito a julgamento justo, mas em Portugal ser abertamente pobre é crime sem direito a de defesa ou segunda oportunidade.

FONTE:
http://www.guarda.pt/noticias/sociedade/Paginas/ubi-afixa-lista-de-alunos-devedores.aspx

08/07/2012

Mineiros espanhois em Luta !



«La localidad leonesa de Ciñera se ha convertido durante las últimas semanas en el escenario de una auténtica batalla que no cesa. En sus calles se han vivido algunas de las jornadas más duras del conflicto minero y esto se refleja en la «tensión» que se respira en el ambiente y en la «angustia y el miedo» que aseguran sentir sus vecinos. Los cortes de tráfico en la N-630, que une la provincia leonesa con Asturias, y en las vías del tren, que discurren de forma paralela a la carretera, se han convertido en una imagen habitual en este pequeño pueblo, que se ha transformado en la trinchera perfecta para las escaramuzas que protagonizan los mineros en sus ya habituales e «intentos» enfrentamientos con la Guardia Civil. Allí se sienten como en casa y tienen a «mano» la posibilidad de «retener» a los conductores y trenes sin apenas esfuerzo. Además, la paticular situación del municipio, situado entre montañas y laderas, les facilita una posible huida.(...)



Pese a estar hartos del «cansancio» que supone una lucha «constante», los vecinos están de parte de los mineros y les expresan «todo» su apoyo para que lleguen «hasta el final» en su defensa del sector del carbón. Los mensajes de ánimo se pueden ver en las camisetas de los ciudadanos -las utilizan no sólo para las protestas, sino también en su vida cotidiana- y en las pancartas que cuelgan casi de cada balcón y de cada ventana de la localidad.»


In: www.abc.es (07/07/2012)


04/07/2012

«The World Tomorrow» de Julian Assange - completo

Os midia portugueses não têm dado cobertura ao novos desenvolvimentos na perseguição movida a Julian Assange, nem tão pouco ao seu recente pedido de exílio.

Aqui vos deixo um conjunto de interessantes entrevistas que efectuou a alguns dos líderes mais controversos da actualidade:





















27/06/2012

Há Dúvidas sobre o diploma do Relvas

«Miguel Relvas não revela o seu percurso académico


Várias consultas aos documentos existentes publicamente não permitiram descobrir a forma como o ministro mais polémico de Passos Coelho tirou a licenciatura.



Em que universidades estudou? Que cursos frequentou? Com que média tirou a licenciatura? Teve equivalências em algumas cadeiras universitárias? Perguntas que, ao fim de uma semana, permanecem ser resposta, apesar dos esforços desenvolvidos pelo “O Crime” para as tentar obter. O ministro simplesmente escondeu as suas habilitações académicas e tudo que se conseguiu descobrir foi uma série de factos mal explicados no percurso académico do ministro, a fazer lembrar a polémica gerada em torno da licenciatura do engenheiro José Sócrates, ex-primeiro-ministro de Portugal.

Os dados constantes na conhecida Wikipédia, um site onde são disponibilizados os perfis de inúmeras figuras públicas e de actualização permanente, embora não seja totalmente fiável, dizem que Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas nasceu em Lisboa em 1961, tendo vivido em Angola até 1974. De novo em Portugal, frequentou o Colégio Nun’Álvares, em Tomar, e a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, acabando por se licenciar em Ciência Política e Relações Internacionais em 2007, na Universidade Lusófona.

Na biografia que é apresentada no site do Governo, não é feita qualquer alusão à formação académica de Miguel Relvas e no seu perfil na Assembleia da República apenas se refere que é licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona.

Direito?

Recuando ao ano de 1987 e à ficha então preenchida, ainda de forma manuscrita na Assembleia da República, é possível descobrir que Miguel Relvas disse ter o 2° Ano de Direito, mas não se refere em que universidade os frequentou. Como na Wikipedia se refere a Faculdade de Direito de Lisboa e tratando-se de uma figura pública, sendo plausível que o ministro tenha assessores atentos à sua imagem e às informações que são tomadas públicas — o próprio ministro pode corrigir as informações naquele site — “o Crime” tentou saber qual o percurso académico de Relvas naquele estabelecimento de ensino. A resposta daquela faculdade foi lacónica: “Vimos a informar que não se encontra, nos arquivos académicos da Reitoria e da Faculdade de Direito, qualquer processo académico em nome de Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas.”

Face a isto, só havia uma solução, pedir ao ministro informações sobre o seu percurso académico. Porém, apesar de vários e-mails enviados na passada e nesta semana e dos inúmeros telefonemas para o seu assessor, António Valle - só um foi atendido -, que prometeu fornecer tais dados na tarde de sexta-feira, ou na manhã da passada segunda-feira, a verdade é que não foi dada qualquer informação. O ministro ou o seu assessor (ou ambos) esconderam clara e deliberadamente o percurso académico do governante que, como titular de um cargo público, está abrangido pela denominada “lei da transparência”.

Apesar da pouca colaboração de Miguel Relvas, que teve muitos minutos para nos dar uma resposta e não o fez, “o Crime apurou que o ministro esteve matriculado num curso de Direito na Universidade Lusíada, no ano lectivo de 1984/85. No ano seguinte, não terá gostado do curso, e mudou para História. O seu nome só voltou a ser notado na Lusíada em 1995/96, quando se inscreveu no curso de Relações Internacionais.
Perante este percurso, ficam por explicar os dois anos de Direito que disse ter em 1987 quando fez parte da X Legislatura, num dos governos de Cavaco Silva. Importava saber quando é que o ministro se inscreveu na Universidade Lusófona, mas deste estabelecimento de ensino e após cinco dias, apenas se conseguiu obter a seguinte informação: “Em resposta ao pedido de documentos relativos ao ex-aluno desta Universidade, Sr. Dr. Miguel Relvas, vimos comunicar que já demos seguimento ao pedido, estando a ser cumpridas as exigências legais aplicáveis, nomeadamente as impostas pela Lei n° 46/2007, de 24 de Agosto. Logo que possível entraremos de novo em contacto.”

Segundo o jornal “O Mirante” divulgou numa crónica alusiva à licenciatura, na Lusófona, do ministro, que concorre pelo círculo de Santarém, “Miguel Relvas era acusado por alguns detratores de nunca ter trabalhado na vida, nem sequer como estudante, e também diziam que se sentia deprimido quando o tratavam por Dr. sem que ele o fosse realmente”. Em Portugal quem não tiver uma licenciatura não pode ocupar os mais altos cargos da administração pública.»



IN: «O Crime» - quinta-feira, 07-06-2012 

26/06/2012

Vergonha

É um governo sem vergonha aquele que trata os nossos melhores investigadores desta forma:

23/05/2012

UBI apurada para o mundial de Pontes de Esparguete

«Uma equipa do Departamento de Engenharia Electromecânica vai representar a Universidade da Beira Interior (UBI) no CampeonatoMundial de Construção de Pontes de Esparguete.

A prova, que visa testar o talento dos estudantes, vai decorrer esta sexta-feira, dia 25 de maio, sexta-feira, na Óbuda University, em Budapeste, Hungria.
»

Fonte: Agência Lusa

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11/05/2012

Guarda Truck Center

«A Câmara Municipal da Guarda prevê lançar, no último trimestre deste ano, o concurso público internacional para criação de uma Área de Apoio (com a designação técnica de Truck Center Guarda) para a Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial (PLIE).


Vítor Santos, vereador responsável pelo Pelouro das Actividades Económicas, referiu ao Jornal A Guarda que o projecto de arquitectura está elaborado e a autarquia aguarda pelas especialidades, que deverão ser entregues em Maio, para depois proceder ao lançamento do concurso internacional para realização e exploração do espaço. “O projecto é aquele que nós damos aos concorrentes, é um projecto de chave na mão”, referiu o autarca, considerando tratar-se de um “projecto âncora para a consolidação” da PLIE.

O perímetro de intervenção do Truck Center Guarda é de 26.700 metros quadrados e a área de construção de 2.100 metros quadrados. O projecto contempla a construção de um posto de abastecimento de combustíveis (edifício de apoio, loja de conveniência, escritório, armazém, instalações sanitárias, snack-bar, restauração, ilhas de abastecimento de combustíveis, parqueamento de “MOBI-E” e fornecimento de energia a veículos eléctricos, estacionamento para clientes, etc.), lavagem de viaturas (edifício com máquina de lavar veículos pesados, jet-wash em regime de self-service com duas boxes de lavagem e zona de aspiração com dois aspiradores), oficina de serviços rápidos, edifício de pernoita de motoristas e estacionamento público (66 lugares de estacionamento para veículos pesados, 8 lugares para veículos pesados com protecção anti-furto, 10 lugares de estacionamento para pesados de transporte de matérias perigosas e cerca de 70 lugares para veículos ligeiros).

O vereador Vítor Santos também indicou que o Departamento de Planeamento, Urbanismo e Obras da autarquia está, neste momento, a executar o projecto de arquitectura do futuro Centro Tecnológico e Logístico da Guarda.
O edifício vai ter uma área destinada a incubadora de empresas, outra de apoio à gestão da PLIE, auditório e serviços de apoio. Explicou que o projecto será executado pela própria Câmara Municipal e que “a previsão é ser candidatado, posteriormente, a um programa específico ou enquadrável, dentro de uma candidatura”.
“Até final do ano pensamos ter o projecto completo e com custos indexados”, vaticina o responsável pelo Pelouro das Actividades Económicas.

Ainda de acordo com Vítor Santos, neste momento, estão instaladas 20 empresas na PLIE, que operam em diferentes áreas da logística, construção civil e obras públicas, produtos de higiene e agrícolas, energias renováveis, reciclagem de papel, projectos florestais, fabrico e reparação de peças e componentes metálicos, entre outros.
Recorde-se que a PLIE, localizada na zona da Gata, nas proximidades da cidade da Guarda, disponibiliza um total de 196 lotes e está inserida na Rede Nacional de Plataformas Logísticas, contemplando áreas de transportes/logística, localização empresarial, inovação tecnológica e de apoio e serviços.»

In: Jornal a Guarda 3/5/2012