Antes ainda de estrear na TV portuguesa, aqui deixamos - para o deleite dos nossos leitores - o documentário «Cristiano Ronaldo testado ao limite» neste caso na versão original em inglês.
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Os textos deste blog expressam apenas a opinião dos seus respectivos autores.
17/09/2011
Calhau pontíficio ameaça árvore centenária na Covilhã
| Papa João XXIII (Homo sapiens) |
Explico o episódio nas linhas seguintes, e além disso deixo-vos também um visualizador do documento em questão, para que melhor possam apreciar as diligências a que as nossas autoridades se prestam e do seguimento da coisa.
| Lariço (Larix decidua) |
De um lado os devotos do Senhor - o apelidado "denunciante" e a GNR da Covilhã - e do outro o adepto do mafarrico - proprietário da árvore e dos terrenos (radicado em Angola (?)) - que não ficou pelos ajustes e lhes quer travar os pios intentos.
É caso para dizer que fenómenos destes só mesmo na Covilhã...
Papa ameaça arvore_b
Ficamos pois a saber que aqueles terrenos têm auxiliado de sobremaneira à natalidade na Covilhã, no espírito bíblico do crescei e multiplicai-vos. Neste sentido parece-nos que os dois tipos de excursionismo referidos - o religioso e o procriador - poderão não ser totalmente incompatíveis desde que se estabeleçam horários para cada actividade.
Quanto à árvore, não será melhor deixa-la em paz, tal como é desejo do seu proprietário?
Ainda bem que fizeram cópias em quintuplicado, sem elas esta pérola nunca teria chegado até nós - bem haja pois a precaução dos acautelados.
12/09/2011
02/09/2011
Negócios Foscos
Em resumo, aquilo que o director de um serviço não faz no seu hospital público, põe a sua empresa privada a fazer e a administração do hospital aprova e aplaude. Como deputado, questionei o Governo sobre esta estranha situação e o jornal Público disso deu notícia. Até hoje, nem o Governo respondeu, nem a administração da ULS disse fosse o que fosse.
Apenas o promotor dos rastreios se queixou quer da notícia quer das minhas perguntas. E para que não se tome por igual aquilo que é diferente, diga-se que quem se queixou foi o director da oftalmologia e não o sócio-gerente da empresa. O que tem a sua lógica: que razão levaria uma empresa privada a queixar-se de ser chamada por um hospital público? Em geral, esse é o maior desejo de qualquer privado.
De que se queixa o director da oftalmologia? De ter tido necessidade de recorrer a uma empresa privada para fazer um rastreio que o hospital e os centros de saúde deviam fazer, consumindo, mais uma vez, recursos públicos para pagar a privados? Não, disso o director não se queixa. Aliás nem podia porque, segundo consta, a empresa M.A.Dias dos Santos não cobrou nada ao hospital do director M.A.Dias dos Santos. O próprio confessa ter sido um “serviço cívico”, isto é, uma borla desinteressada, altruísmo em estado puro: o director M.A.Dias dos Santos reconheceu a necessidade, o sócio gerente M.A.Dias dos Santos comoveu-se e o rastreio fez-se.
O director queixa-se pelo sócio gerente, chorando as dores deste que é o mesmo que aquele. Porque, apesar das suas boas intenções, acusam malevolamente a empresa de que é sócio gerente de ser “proprietária, sócia ou de qualquer forma associada de quaisquer ópticas existentes no país”, afirmação que desmente.
Diga-se que aquela empresa não é nem podia ser proprietária ou sócia de lojas de óptica porque, em Portugal, é proibida qualquer relação societária ou equivalente entre quem faz oftalmologia e quem vende óculos e lentes. Mas, claro, não se pode exigir que a lei impeça ou previna simples coincidências.
Primeira coincidência: em 5 localidades - na cidade da Guarda, em Trancoso, Sabugal, Pinhel e Belmonte – há 5 lojas da mesma rede de ópticas, “Óptica Lince, SA”, passe a publicidade. Nessas mesmas localidades – por vezes na mesma rua – funcionam 5 consultórios da empresa de serviços médicos de oftalmologia M.A. Dias dos Santos, Lda. Segunda coincidência: na gerência da Óptica Lince está a esposa de M.A.Dias dos Santos. Sem bigamia: para este efeito, director e sócio gerente são a mesma pessoa.
Em resumo: quem decide o rastreio e quem o realiza, quem prescreve os óculos e quem os vende, é tudo da mesma família. Só não vê quem não quer ver. Não é preciso pôr óculos para ver que isto não está certo e que este cruzamento de interesses colide com os princípios e as boas práticas dos serviços públicos de saúde.
Este caso é um caso mas, infelizmente, não é único. O SNS está poluído por promiscuidades em tudo semelhantes. Degradam a qualidade dos serviços e promovem o despesismo. Eliminá-los favoreceria a sustentabilidade financeira do SNS e evitaria muitos dos cortes que o governo está a fazer e que afectam a capacidade do SNS e prejudicam os doentes.
No SNS, contas equilibradas e qualidade assistencial são incompatíveis com o amiguismo nas decisões e a promiscuidade com os interesses privados. O governo exige e promete rigor, seriedade e determinação na gestão da coisa pública. Este caso da Guarda põe à prova a coerência deste discurso.»
POR: João Semedo (BE)
in: Jornal Público, 31/8/2011
25/08/2011
Excesso de funcionários na CMG é mito
Segundo um estudo do Jornal de Negócios a Câmara Municipal da Guarda tem menos funcionários que a média nacional.
São 14 funcionários por cada mil habitantes contra os 19,6 da média nacional.
Os municípios da região que possuem maior índice de funcionários são Celorico da Beira e Mêda com 39,6 e 34,5 respectivamente. O que possui menos é o da Covilhã com 6,8 funcionários por mil habitantes.
Obviamente que a Covilhã possui muito menos freguesias (31 contra 55 da Guarda) e muito menos área (555 km² contra os 712 km² da Guarda) a gerir o que certamente conta na hora da poupança com os recursos humanos.
Não menos interessante, e que tendo em conta estes dados, que a CM da Covilhã esteja bastante mais endividada (100M €) que a da Guarda e a perder população a um ritmo acelerado de várias décadas a esta parte.
Está assim desfeito o mito segundo o qual a CMG teria práticas de gestão de recursos humanos menos cuidadas.
Estamos mesmo em crer que, se algumas empresas municipais fossem saneadas do ponto de vista do rigor das suas contas, a CMG poderia apresentar uma dívida bastante controlada.
O estudo pode ser consultado aqui.
São 14 funcionários por cada mil habitantes contra os 19,6 da média nacional.
Os municípios da região que possuem maior índice de funcionários são Celorico da Beira e Mêda com 39,6 e 34,5 respectivamente. O que possui menos é o da Covilhã com 6,8 funcionários por mil habitantes.
Obviamente que a Covilhã possui muito menos freguesias (31 contra 55 da Guarda) e muito menos área (555 km² contra os 712 km² da Guarda) a gerir o que certamente conta na hora da poupança com os recursos humanos.
Não menos interessante, e que tendo em conta estes dados, que a CM da Covilhã esteja bastante mais endividada (100M €) que a da Guarda e a perder população a um ritmo acelerado de várias décadas a esta parte.
Está assim desfeito o mito segundo o qual a CMG teria práticas de gestão de recursos humanos menos cuidadas.
Estamos mesmo em crer que, se algumas empresas municipais fossem saneadas do ponto de vista do rigor das suas contas, a CMG poderia apresentar uma dívida bastante controlada.
O estudo pode ser consultado aqui.
24/08/2011
Luiz Pacheco - Este sim fazia ARTE
Restantes partes do documentário:
Parte 2:
http://youtu.be/tsNAtwdwIhU
Parte 3:
http://youtu.be/u91q89Nk16I
Parte 4:
http://youtu.be/3I8dUjtxg5o
Parte 5:
http://youtu.be/YJmJiPL9Spw
Parte 6 e final :
http://youtu.be/zcjwXz5Y27M
05/08/2011
PJ da Guarda detém traficante internacional
O mandado em causa, «difundido através da Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL), fora emitido há cerca de três anos pelas competentes autoridades judiciárias de um país do leste europeu no qual corre termos um processo contra o detido por tráfico de estupefacientes».
«O cidadão em causa vai ser presente ao Magistrado do Ministério Público junto do Tribunal da Relação competente a fim de se proceder à sua audição nos termos da legislação em vigor», adianta o comunicado.
In: Terras da Beira
01/08/2011
21/07/2011
À Grande e à Italiana
Um informático precário conhecido como Spider Truman que trabalhava no parlamento italiano resolveu dar com a língua nos dentes e começou a "desbobinar" alguns interessantes factos que por lá se passam através do seu facebook e blog :
I) Cartão de Imunidade Rodoviária
Os deputados italianos, seus parentes e amigos possuem um cartão que lhes confere imunidade rodoviária total.
Ou seja os portadores do referido cartão estão imunes ao controle da polícia de trânsito, radares, multas de estacionamento e demais controles rodoviários aplicados ao comum dos cidadãos, bastando para isso apresentar o distintivo.
O cartão é valido independentemente do veículo e condutor que o possuam, bastando para isso que o senhor deputado o empreste a quem entender.
Segundo relata Spider Truman o cartão terá já sido utilizado por menores de idade - filhos ou familiares de deputados - não habilitados a conduzir, que circulam por vezes a 180 km/h e que chegam a estacionar nas passadeiras.
Se a multa não for presencial, basta ao sr. deputado escrever um pequeno requerimento a favor do sancionado.
II) Tarifários para Deputados
Com o cartão de deputado é possível dirigir-se a uma loja de telemóveis e adquirir um equipamento com tarifário especial, que em certas chamadas chega a ser 0,3 cêntimos por minuto! - ou seja 3 minutos de conversação poderão custar menos de 1 cêntimo nesta modalidade vedada ao comum dos mortais.
Obviamente que o deputado poderá adquirir quantos equipamentos desejar e oferecê-los a quem bem entender - família, amigos, amantes...
No caso dos automóveis também existem alguns descontos para parlamentares que em alguns casos podem chegar a 20% do preço de venda ao publico!
Os voos na Alitalia para parlamentares e familiares são gratuitos, apesar disso os beneficiários acumulam (muitos) pontos tal como um cliente normal, mas para que querem eles esses pontos? - é simples - para oferecer a amigos que também queiram viajar à borla.
III) Cartões de presença descartáveis
Alguém tentou impor uma penalização aos deputados que não comparecessem a todos os plenários para votação, no entanto quando a lei foi redigida a penalização no salário do deputado (14 000 €/mês) ficou apenas estabelecida para quando estes tivessem uma assiduidade inferior a 30% das sessões.
Como ainda assim havia alguns insatisfeitos foi implementado um sistema de cartões descartáveis à entrada do parlamento para a eventualidade do sr. deputado se "esquecer" do seu cartão em casa, permitindo assim que um amigo marque a sua presença com mesmo. Segundo Spider Truman há deputados a validar a "presença" de 8 companheiros de bancada através deste sistema.
IV) O deputado que é Senhorio do Parlamento
O parlamento italiano funciona em vários edifícios históricos, entre eles existe um cujo feliz proprietário é um dos deputados que por sua vez o arrenda pela módica quantia de 25 000 000 €/ano ao estado italiano.
O deputado-senhorio adquiriu o palácio em questão pouco tempo antes de ser decidida a sua utilização ao serviço do parlamento. Como não tinha capital suficiente para a aquisição contraiu um empréstimo que paga com parte da renda do mesmo.
Segundo consta existem no seu interior gabinetes com menos de 10 metros quadrados e o estado de conservação é mau. Mas nada que aflija os parlamentares já que se trata de um edifício secundário destinado ao secretariado e não aos deputados.
V) Seguro anti-furtos do parlamento
Segundo o novo herói de Itália o parlamento Italiano é dos locais mais perigosos a nível de furtos:
é que existe um seguro que cobre todos os furtos que ocorram no parlamento, quer seja a bens de parlamentares, familiares ou amigos. Se o parlamentar quiser adquirir um portátil ou um telemóvel topo de gama basta chamar a polícia para registar o suposto roubo e accionar o seguro para que este pague o equipamento ou item roubado.
VII) Escolta armada
Através de uma nova legislação os deputados podem requerer ao ministério do interior uma escolta armada para a família e o próprio. Na prática estes homens acabam por ser motoristas das mulheres dos deputados durante o dia e por passar noites inteiras à espera dos deputados que se deslocam a casa das suas amantes.
VII) 9 Cabeleireiros para o parlamento
O parlamento contratou recentemente os serviços de 9 cabeleireiros através de concurso público. Estes profissionais altamente treinados chegam a atender 2 e 3 clientes num dia! Curiosamente os mesmos têm um sotaque da mesma província do presidente da assembleia.
O aspecto mais gratificante deste trabalho é o salário auferido por cada um: 11 000€ por mês.
O Spider Truman - cuja identidade se desconhece - é já considerado o Assange italiano, e tem feito furor no facebook ao expor estes e outros interessantes factos da actividade parlamentar em Itália.
O mais chocante é que enquanto convivia com todos estes factos o informático trabalhava como precário sem quaisquer direitos por um mísero salário mensal de 800 €...
É caso para dizer que ao pé disto os nossos deputados são uns MENINOS.
I) Cartão de Imunidade RodoviáriaOs deputados italianos, seus parentes e amigos possuem um cartão que lhes confere imunidade rodoviária total.
Ou seja os portadores do referido cartão estão imunes ao controle da polícia de trânsito, radares, multas de estacionamento e demais controles rodoviários aplicados ao comum dos cidadãos, bastando para isso apresentar o distintivo.
O cartão é valido independentemente do veículo e condutor que o possuam, bastando para isso que o senhor deputado o empreste a quem entender.
Segundo relata Spider Truman o cartão terá já sido utilizado por menores de idade - filhos ou familiares de deputados - não habilitados a conduzir, que circulam por vezes a 180 km/h e que chegam a estacionar nas passadeiras.
Se a multa não for presencial, basta ao sr. deputado escrever um pequeno requerimento a favor do sancionado.
II) Tarifários para Deputados
Com o cartão de deputado é possível dirigir-se a uma loja de telemóveis e adquirir um equipamento com tarifário especial, que em certas chamadas chega a ser 0,3 cêntimos por minuto! - ou seja 3 minutos de conversação poderão custar menos de 1 cêntimo nesta modalidade vedada ao comum dos mortais.
Obviamente que o deputado poderá adquirir quantos equipamentos desejar e oferecê-los a quem bem entender - família, amigos, amantes...
No caso dos automóveis também existem alguns descontos para parlamentares que em alguns casos podem chegar a 20% do preço de venda ao publico!Os voos na Alitalia para parlamentares e familiares são gratuitos, apesar disso os beneficiários acumulam (muitos) pontos tal como um cliente normal, mas para que querem eles esses pontos? - é simples - para oferecer a amigos que também queiram viajar à borla.
III) Cartões de presença descartáveis
Alguém tentou impor uma penalização aos deputados que não comparecessem a todos os plenários para votação, no entanto quando a lei foi redigida a penalização no salário do deputado (14 000 €/mês) ficou apenas estabelecida para quando estes tivessem uma assiduidade inferior a 30% das sessões.
Como ainda assim havia alguns insatisfeitos foi implementado um sistema de cartões descartáveis à entrada do parlamento para a eventualidade do sr. deputado se "esquecer" do seu cartão em casa, permitindo assim que um amigo marque a sua presença com mesmo. Segundo Spider Truman há deputados a validar a "presença" de 8 companheiros de bancada através deste sistema.
IV) O deputado que é Senhorio do ParlamentoO parlamento italiano funciona em vários edifícios históricos, entre eles existe um cujo feliz proprietário é um dos deputados que por sua vez o arrenda pela módica quantia de 25 000 000 €/ano ao estado italiano.
O deputado-senhorio adquiriu o palácio em questão pouco tempo antes de ser decidida a sua utilização ao serviço do parlamento. Como não tinha capital suficiente para a aquisição contraiu um empréstimo que paga com parte da renda do mesmo.
Segundo consta existem no seu interior gabinetes com menos de 10 metros quadrados e o estado de conservação é mau. Mas nada que aflija os parlamentares já que se trata de um edifício secundário destinado ao secretariado e não aos deputados.
V) Seguro anti-furtos do parlamento
Segundo o novo herói de Itália o parlamento Italiano é dos locais mais perigosos a nível de furtos:
é que existe um seguro que cobre todos os furtos que ocorram no parlamento, quer seja a bens de parlamentares, familiares ou amigos. Se o parlamentar quiser adquirir um portátil ou um telemóvel topo de gama basta chamar a polícia para registar o suposto roubo e accionar o seguro para que este pague o equipamento ou item roubado.
VII) Escolta armada
Através de uma nova legislação os deputados podem requerer ao ministério do interior uma escolta armada para a família e o próprio. Na prática estes homens acabam por ser motoristas das mulheres dos deputados durante o dia e por passar noites inteiras à espera dos deputados que se deslocam a casa das suas amantes.
VII) 9 Cabeleireiros para o parlamento
O parlamento contratou recentemente os serviços de 9 cabeleireiros através de concurso público. Estes profissionais altamente treinados chegam a atender 2 e 3 clientes num dia! Curiosamente os mesmos têm um sotaque da mesma província do presidente da assembleia.
O aspecto mais gratificante deste trabalho é o salário auferido por cada um: 11 000€ por mês.
O Spider Truman - cuja identidade se desconhece - é já considerado o Assange italiano, e tem feito furor no facebook ao expor estes e outros interessantes factos da actividade parlamentar em Itália.
O mais chocante é que enquanto convivia com todos estes factos o informático trabalhava como precário sem quaisquer direitos por um mísero salário mensal de 800 €...
É caso para dizer que ao pé disto os nossos deputados são uns MENINOS.
Sé da Guarda em 3D no GE
Já está disponível a Sé Catedral da Guarda em 3D no Google Earth. Um trabalho realizado pela empresa líder mundial de modelagem 3D iNovmapping - uma spinoff da Universidade de Coimbra.
17/07/2011
14/07/2011
Covilhã acusa Castelo Branco de adulterar Censos 2011
Chega mesmo ao ponto de afirmar que é do seu conhecimento que alguns autarcas teriam chamado os responsáveis pelos censos ao seu gabinete de maneira a pressiona-los para moldar os resultados de acordo com a sua vontade - ou seja inflacionando-os - tendo para isso utilizado alguns artifícios menos científicos.
A acusação é grave e põe em causa a honorabilidade e competência do INE, uma das instituições mais respeitadas de Portugal.
Na Guarda - ao contrário do último período intercensitário - houve um decréscimo de cerca de mil habitantes, o que corresponderá a cerca de 3% da população do concelho (que vinha de um crescimento de anterior de 13%). Já na Covilhã o decréscimo populacional tem sido contínuo nos últimos 20 anos - implicando uma enorme responsabilidade política para o executivo camarário - tendo sido este último de mais de 3000 habitantes.
Castelo Branco que vinha de um decréscimo populacional, assiste agora a um pequeno acréscimo, que coloca aquele concelho na posição de único concelho a crescer na Beira interior.
No entanto fala-se já do fecho da linha da Beira-Baixa que liga as três cidades, e que a verificar-se poderá ser uma enorme machadada na região, especialmente nos dois municípios da Beira Baixa que ficariam sem ferrovia...Seria, sem dúvida, altura de haver um movimento cívico e regional pela manutenção daquela linha!
É nos tempos difíceis que sobressaem os grandes líderes... as lamurias não entrarão para a história.
P.S. Não nos parece que tenha havido adulteração de resultados, na realidade parece é ter havido uma transferência de população da Guarda para Castelo Branco.Esta estará relacionada com o fecho da Delphi e consequente transferência de trabalhadores (e suas famílias) para Castelo Branco - onde a empresa ainda labora .
Esse facto certamente terá influído na inversão dos sinais nos acréscimos populacionais nos dois concelhos. Já no caso da Covilhã parece evidente que nem o investimento do Estado Central na UBI tem conseguido travar o processo de desertificação contínuo de décadas.
09/07/2011
Moody's atacada por Hackers Portugueses
O site da Moody's parece ter sido atacado por hackers portugueses furiosos pela descida do rating da república no passado dia 5 de junho:
Segundo algumas fontes, além do defacing, o site terá também sido alvo de ataques de DNS (denial of service)...
Os criativos da agência publicitária portuguesa BBDO também puseram mãos à obra e enviaram algum lixo português à Moody's:
Quem se mete com Portugal, leva! - nem que seja devagarinho.
Se todos os portugueses tiverem um pouco de criatividade, a pouco e pouco vamos fazendo a vida dos Moodys um inferninho.
E para quem não tem imaginação, alguém deixou aqui uma sugestão* :
http://pastehtml.com/view/azp67iu5e.html
*Atenção: não respondemos por quaisquer efeitos nefastos sobre um certo site de uma certa agência de ratings e o catano, Vxas. acederão ao site supracitado sob vossa e única responsabilidade.
;)
(clique na imagem para aumentar)
Segundo algumas fontes, além do defacing, o site terá também sido alvo de ataques de DNS (denial of service)...
Os criativos da agência publicitária portuguesa BBDO também puseram mãos à obra e enviaram algum lixo português à Moody's:
Quem se mete com Portugal, leva! - nem que seja devagarinho.
Se todos os portugueses tiverem um pouco de criatividade, a pouco e pouco vamos fazendo a vida dos Moodys um inferninho.
E para quem não tem imaginação, alguém deixou aqui uma sugestão* :
http://pastehtml.com/view/azp67iu5e.html
*Atenção: não respondemos por quaisquer efeitos nefastos sobre um certo site de uma certa agência de ratings e o catano, Vxas. acederão ao site supracitado sob vossa e única responsabilidade.
;)
05/07/2011
Albano e as Más Línguas
Um deles teve desfecho recentemente com a condenação de Carlos Baía, que enquanto cronista da Rádio Altitude terá proferido declarações que o tribunal considerou ofensivas da honra de José Albano Marques:
O arguido, Carlos Baía, foi condenado a 200 dias de multa, à taxa diária de dez euros e ao pagamento de uma indemnização cível de 2.500 euros ao assistente José Albano Marques, atual presidente da Federação do PS/Guarda e diretor do Centro Distrital de Segurança Social e ex-deputado na Assembleia da República. Os factos remontam a novembro de 2008, quando o arguido, professor de Filosofia, que já exerceu o cargo de vereador (eleito como independente na lista do PS) na Câmara da Guarda entre nas décadas de 1980 e 1990, proferiu uma crónica de opinião na Rádio Altitude com criticas à forma como se desenrolou o processo de eleição de Albano Marques. O Tribunal deu como provado que o arguido «agiu de forma deliberada e consciente» ao proferir, através de um meio de comunicação social, expressões consideradas «ofensivas da honra de qualquer pessoa».
No final da leitura da sentença o juiz disse ao arguido que na crónica radiofónica que deu origem ao processo, «a determinada altura, passa para o ataque pessoal e isso não se pode fazer». À saída do Tribunal, Carlos Baía disse aos jornalistas que respeita a decisão judicial, embora considere a condenação «absolutamente exagerada». «Em Portugal, a liberdade de opinião fica uns degraus abaixo de outros valores que são importantes», disse, considerando que, face à condenação, «a liberdade de opinião serve para fazer crónicas que não vão além da história da Carochinha». O antigo vereador explicou que «alguns atos políticos, se forem criticados de forma levezinha, como a história da Carochinha, ninguém dá conta». «Os políticos têm de ter a noção que têm de se expor à crítica dos cidadãos e que, por vezes, essa crítica pode ser forte», salientou. Quanto à possibilidade de interpor recurso da decisão judicial, disse que tal dependerá do seu advogado, Pedro Vieira. Já o assistente no processo, José Albano Marques, que esteve na leitura da sentença, declarou que a decisão do Tribunal «acaba por repor a verdade dos factos». «Ao fim de três anos, fica aqui hoje provado que eu tinha razão em me sentir ofendido», afirmou o líder distrital socialista da Guarda. Disse esperar que a condenação «sirva para ficar provado que não se pode dizer mal das pessoas como bem apetece»
In: DestakesPor outro lado circula em Celorico uma carta anónima - ou nem tanto, já que parece haver ligações ao PSD - que vem também levantar nova série de suspeições em torno da figura da José Albano. Ao que parece este assunto terá até sido levado pela oposição a uma reunião de Câmara, segundo se pode ler nas actas da mesma.
Será este um caso de perseguição política ou de crítica legítima? - sinceramente não sei, mas que José
Albano agita as águas da política regional, disso não há dúvidas.
No entanto devemos alertar aqui, que - na nossa opinião - o debate público deveria ser orientado para questões verdadeiramente relevantes para a região, tais como a conclusão da requalificação da linha da Beira-Baixa, o futuro da Delphi, a concretização da velha ideia da "estrada verde", entre muitos outros assuntos que poderiam trazer algum benefício à região.
Até as ideias mais descabidas poderiam eventualmente ser mais úteis que a troca de acusações. Há mais de um ano atrás propus aqui que se pensasse numa prova de veículos eléctricos para a Guarda... essa ideia parece agora não ser tão descabida já que há noticia de várias provas do género no estrangeiro.
30/06/2011
Adeus, Covilhã
«E, de repente, o aeródromo – um símbolo da cidade durante décadas e local de especial importância para uma das maiores mais-valias da Universidade da Beira Interior, a licenciatura em Aeronáutica - vai desaparecer.
E, devagarinho, a Covilhã morre também. A gestão da cidade tem sido desastrosa, nos últimos anos. Não se duvida das boas intenções da autarquia, ao ceder o aeródromo para a instalação de um centro de dados da PT. Afinal, em tempo de crise todo e qualquer emprego e investimento que se possa fixar no concelho é uma bênção. Mas é na perceção da relação entre o investimento captado e as soluções que melhor possam beneficiar a cidade e quem lá vive que reside uma boa gestão. Certamente que com alguma boa-vontade se conseguiria arranjar uma solução para a PT que não melindrasse o sector aeronáutico – de resto, a Covilhã teria avançado mais se, nos últimos anos, a aposta nesta área tivesse sido maior.
E, devagarinho, a Covilhã morre também. A gestão da cidade tem sido desastrosa, nos últimos anos. Não se duvida das boas intenções da autarquia, ao ceder o aeródromo para a instalação de um centro de dados da PT. Afinal, em tempo de crise todo e qualquer emprego e investimento que se possa fixar no concelho é uma bênção. Mas é na perceção da relação entre o investimento captado e as soluções que melhor possam beneficiar a cidade e quem lá vive que reside uma boa gestão. Certamente que com alguma boa-vontade se conseguiria arranjar uma solução para a PT que não melindrasse o sector aeronáutico – de resto, a Covilhã teria avançado mais se, nos últimos anos, a aposta nesta área tivesse sido maior.
Afinal, o que se passa na Covilhã? O descalabro terá começado, porventura, quando a PSP abandonou o centro. Seguiram-se outros serviços. O fenómeno não é novo: a tendência, nas pequenas e médias cidades, é para a deslocalização do comércio e dos serviços dos velhos centros históricos – algo que a médio e longo prazo se irá revelar numa verdadeira dor de cabeça para as Câmaras. O mercado foi substituído por um moderno call-center. Verdade seja dita: foi um investimento importantíssimo. Trouxe para a cidade centenas de postos de trabalho, mais ou menos precários, mas que têm contribuído para a fixação de alguns recém-licenciados. De qualquer forma, a ideia de construir um novo mercado a caminho da serra, ao lado do cemitério, nunca convenceu ninguém. Além disso, a Covilhã continua a ser a única cidade da região sem uma sala de espetáculos digna – apesar da novela do teatro-cine.
Nos entretantos, construiu-se a ponte mais sexy da Europa. Um investimento caríssimo e notável - mais do ponto de vista visual e arquitetónico do que propriamente do ponto de vista funcional. Construiu-se também um ascensor ali para os lados dos Leões. Obras essenciais? Quando se gere dinheiros públicos é preciso atender a todas as solicitações. E é na escolha de prioridades que se distinguem os bons gestores.
A desordem urbanística da cidade já não tem remédio. A rua que leva à garagem de São João mete medo – um verdadeiro cadáver urbano. O edifício da garagem, um dos mais belos do país, continua de pé quase por milagre, sem qualquer utilidade (não poderia ser reconvertido em mercado municipal, por exemplo?) e agora serve para acolher, de passagem, pequenas óperas que, e bem, lembram que aquele espaço existe.
O turismo está subaproveitado. A desarticulação entre as várias entidades é demasiado óbvia para poder ser desculpável. A cidade até se dá ao luxo de ter dois organismos distintos e rivais para promover a Serra. Facto inédito em Portugal? Desarranjos de empatias em nada contribuem para o desenvolvimento da região – e têm sido, precisamente, o maior cancro da região. Até o arco da universidade – outrora o símbolo de uma cidade cheia de potencial e esperança – parece mais triste.
O parque da Goldra é estranhíssimo e não tem utilidade na maior parte do ano. Os melhoramentos na rotunda da universidade são visualmente notáveis. Mas de pouco serviram. Uma cidade não pode viver única e exclusivamente dos clientes de uma universidade.
Gerir bem é saber escutar quem vive na cidade. E também adivinhar o futuro. Alguns autarcas souberem precaver-se. O dinheiro das autarquias vai escassear. Os próximos tempos serão de estagnação de investimento. Quem não investiu até aqui – e bem – não o poderá fazer de agora em diante. Por isso, é bom que os covilhanenses estejam conscientes de que nada de novo surgirá nos próximos anos – muito menos um aeroporto, como foi anunciado. Não há dinheiro. E vai haver ainda menos.
A Guarda, apesar de tudo, teve alguma inteligência. O TMG é uma sala de referência nacional. O edifício da biblioteca Eduardo Lourenço é elegantíssimo e veio revitalizar um pedaço estratégico da cidade. A própria Praça Velha, quer se goste ou não, ganhou novo rosto. E o centro histórico tem vida, graças à mais acertada de todas as decisões: não deixar o moderníssimo centro comercial fugir para a periferia da cidade e assim deixar o centro histórico moribundo. E a Covilhã? É preciso perguntar aos covilhanenses se o programa Polis melhorou, de alguma maneira, a sua qualidade de vida. A cidade da lã e da neve – uma das mais bonitas do mundo – já não tem nada de lã, nem de neve, nem de nada. E o futuro não é promissor. A fatura vai chegar em breve, numa altura em que o desemprego será galopante e a autarquia terá de se concentrar em pagar a dívida acumulada. As tricas, as incompatibilidades, os amuos entre instituições provavelmente continuarão. Nem o Parkurbis terá remédio. E, pelos vistos, nem a aeronáutica. Sobra a Saúde – que, esperemos, continuará a afirmar-se.
Enquanto o inferno se instala, o presidente da Câmara está ausente, a terminar uma licenciatura. Na Covilhã, chegou-se ao ponto de as presidências da Câmara serem rotativas por várias pessoas. Adeus, Covilhã.
PS: Numa das últimas reuniões de Câmara, Carlos Pinto disse que o aeródromo é “uma espécie de jardim-de-infância para certas pessoas andarem ali a brincar aos aviõezinhos de plástico”. Outra dica para uma boa gestão autárquica: respeitar e tratar condignamente todas as pessoas e o seu trabalho, por humilde que sejam. Curiosamente, em 2008, quando assinou um protocolo com a ALEIA e a UBI para a instalação de uma empresa aeronáutica na cidade, o discurso de Carlos Pinto foi ligeiramente diferente: “ É com prazer que acolhemos a ALEIA na Covilhã porque este investimento representará para a Cidade e para a sua Universidade uma nova via de desenvolvimento e estará, esta região, a contribuir para o prestígio da indústria aeronáutica portuguesa”, disse.
Por: Rosa Ramos»
27/06/2011
Está na época deles
Está quase a chegar a época dos emigrantes, altura em que as nossas aldeias se enchem e vibram com o regresso dos nossos compatriotas.
Aqui vos deixo uma amostra do humor português na diáspora. O sucesso da dupla Ro et Cut tem sido tanta que até já contagiou o publico fora da comunidade portuguesa:
E aqui o video que deu origem ao fenómeno - que já conseguiu entretanto patrocinadores de peso:
Para quando o grande auditório do TMG para este génio do Humor nacional na diáspora?
Aqui vos deixo uma amostra do humor português na diáspora. O sucesso da dupla Ro et Cut tem sido tanta que até já contagiou o publico fora da comunidade portuguesa:
E aqui o video que deu origem ao fenómeno - que já conseguiu entretanto patrocinadores de peso:
Para quando o grande auditório do TMG para este génio do Humor nacional na diáspora?
24/06/2011
Morto a tiro no aeródromo da Covilhã
in: O Interior
20/06/2011
PJ Desmantela Rede de Droga na Guarda
‘Operação Túnel’ - A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou uma rede de tráfico de droga que se dedicava à distribuição de estupefacientes na zona da Guarda e Beira Interior.
No decorrer da ‘Operação Túnel’, que resultou de uma investigação que decorria há vários meses, foram realizadas diversas buscas em domicílios, escritórios e carros, tendo sido apreendidos cerca de 5 quilos de haxixe na variante de pólen.
Além disso, foram ainda apreendidos uma pequena quantidade de cocaína, 13.500 euros em dinheiro, dois automóveis, computadores e outros objectos e documentos relacionados com o tráfico.
“Ainda no decurso desta operação, foram detidos cinco homens, com idades compreendidas entre os 20 e os 32 anos de idade, dois deles vendedores de automóveis, um estudante e dois desempregados”, refere a PJ em comunicado, divulgado esta segunda-feira.
Os detidos foram presentes à autoridade judiciária competente, ficando um deles sujeito à medida de coacção de prisão preventiva e os restantes sujeitos a apresentações periódicas à autoridade policial da área da sua residência.
In: Correio da Manhã
16/06/2011
Começou o ataque ao SNS
Caso o estimado leitor ainda não tenha reparado, já começou há algum tempo o ataque mediático - mas não apenas este - ao Sistema Nacional de Saúde.
O nosso SNS é um dos melhores do mundo, e entre os melhores é o que menos gasta ano/per capita, e quem o diz é a insuspeita Organização Mundial de Saúde, baseada em dados concretos e indesmentíveis tais como a esperança média de vida, a mortalidade infantil entre outros dados objectivos.
Ora, como terão dito algumas empresas do ramo da saúde e seguros afins «Portugal é o pesadelo das empresas do sector da saúde». Porquê? - porque sobra muito pouco espaço para o lucro das empresas de saúde num sistema tão bem gerido. Na realidade apenas 11 países no mundo fazem melhor que nós, e todos eles gastando mais.
Então, não havendo a necessidade dos privados no sector - como demonstram as desastrosas parcerias publico-privadas em hospitais estatais - é necessário uma mudança política, que aliás já ocorreu.
Mas é preciso mais do que isso: é preciso convencer os portugueses a pagar mais e obter menos, abrindo mão do SNS.
Essa campanha mediática já começou: não há dia em que não apareça um médico de um hospital privado na TV nacional - desde os programas da manhã e da tarde ao "Peso Pesado" do horário nobre.
Por outro lado o observatório da saúde parece estar a prestar-se ao papel de denegrir e falsear dados relativamente a listas de espera de forma a que o público pense que é necessária «uma mudança de paradigma na saúde» e que é por isso mesmo «que votamos».
O desmantelamento do SNS será uma tragédia para Portugal, já que é das poucas coisas em que nos podemos orgulhar de fazer bem - melhor até do que muitos países da europa do norte.
Esse desmantelamento será feito nas seguintes fases:
1. Campanha de desinformação e propaganda;
2. Aumento das taxas moderadoras para os utentes com maiores rendimentos, canalizando-os assim para o sector privado - os que podem pagar mais pelo "serviço";
3. Consequente desvio do dinheiro dos impostos pagos para saúde da classe média e alta para o sector privado;
4. Diminuição acentuada da qualidade do SNS;
5. Fuga dos melhores profissionais para o privado;
6. Redução do SNS a um sistema de caridade para pobres;
7. O que sobrar do SNS é transferido para a esfera das Misericórdias e outras IPSS privadas, já que - como argumentarão na altura - o estado é um péssimo gestor.
As consequências de tudo isto trará são óbvias:
a) aumento brutal dos custos com a saúde;
b) redução da prestação dos serviços mais onerosos, para aumentar a margem de lucro;
c) exclusão dos pobres e dos pacientes que provoquem demasiados gastos (doentes crónicos ou com patologias que tenham tratamentos mais caros).
d) A saúde será um bem apenas acessível a alguns, e a causa da falência de muitas famílias onde o infortúnio da doença entrar.
e) Aumento do fosso entre ricos e pobres, aumento das tensões sociais.
Portugal em 2015 será assim:
Restantes partes do Filme aqui:
parte2 http://youtu.be/uom4cSOo-aM
parte3 http://youtu.be/W4aT7suYsnE
parte4 http://youtu.be/L_qraGgyM2w
parte5 http://youtu.be/XTFZFfTWOZQ
parte6 http://youtu.be/K-R3sxGAYnY
parte7 http://youtu.be/wXic6tC6Ycs
parte8 http://youtu.be/3hnYhWcbhp4
parte9 http://youtu.be/apy27bQtr9M
parte10 http://youtu.be/QeF9o_BStgM
parte11 http://youtu.be/UHr_eQ5piHM
parte12 http://youtu.be/5XN5xgc86tA
P.S. -
Quando redigi este post ainda não tinha reparado que o novo Ministro da Saúde já tinha sido administrador da MEDIS (maior empresa privada de saúde em Portugal), embora este facto não seja por si só motivo de crítica ou reparo, ele é no entanto um evidente sinal político.
15/06/2011
Magazine Cultural II - Gonçalo M. Tavares
O anti-tecnicista que escreve mecânicamente
Sábado dia 18 pelas 21:30 no Café Concerto do TMG,
Lê-se depressa. Não estou a apreciar. Estou desiludido. Já não lia Gonçalo M. Tavares há 5 anos pelo menos e algo mudou, em mim, ou nos livros dele. Tinha gostado, agora não gosto. Este ganhou o prémio do melhor livro estrangeiro em França. E enquanto escritor, é elogiado a torto e a direito. Tenho sempre a sensação de estar a ler a introdução e já vou a meio. Gonçalo cria uma personagem que é apenas um veículo para reflexões forçadas, previsíveis, académicas e batidas. Sobretudo, não são credíveis.
Curiosamente, os temas sobrepõem-se ao La Carte Et le Territoire do Houellebecq e assim uma pessoa pode perceber porque é que o Houellebecq está noutro patamar. No Aprender a Rezar na Era da Técnica as personagens são bonecos unidimensionais, sem qualquer réstia de mistério ou interesse. Pode passar por intenção inicial, criar uma espécie de "sims" que se movem num espaço cartesiano com o eixo natureza e o eixo sociedade, mas percebe-se que não é opção, é limitação. É um livro desprovido de vida, neutro, inerte. A violência, sexo ou crueldade, descritas de forma fria e indiferente, não me causam o efeito que era suposto causar. Talvez provoquem calafrios a donas de casa entre dois livros do António Lobo Antunes ou a críticos literários que gostam das coisas no sítio do costume com um qb de irreverência para apimentar e ser moderno. E depois repete-se. Penso que já a li a frase "O que mais surpreendera Lenz, não fora a [COISA QUE PELOS VISTOS O LEITOR PENSAVA QUE SURPREENDERA LENZ] mas sim a[COISA QUE AFINAL SURPREENDEU LENZ]" umas quatro vezes. Percebemos a ideia num parágrafo mas ele continua a desenvolver o originalíssimo tema do combate com a doença que vai conquistando orgãos no corpo, ou da criança que teve uma educação muito rígida em que não podia mostrar medo ou era castigada ou dos comportamentos humanos em geral, como a ambição, a subserviência ou o medo. Não há risco neste romance, há apenas uns espamos ocasionais por territórios de absurdo forçado que me parecem a reinterpretação de coisas lidas e familiares. É um ensaio académico linear sobre a condição humana etc. etc.
Desde o título, pretensioso, ao próprio uso de nomes forçados como Lenz Buchmann para criar um vazio de referências, tudo é consciente e pensado. Do Gonçalo M. Tavares, não há nada. Nem uma linha. Não tem voz literária. Não existe. Se ao menos houvesse um erro, uma vírgula mal posta, poderíamos dizer "ah, cá está o Gonçalo M. Tavares", mas não, aquela merda está escrita de forma perfeita, inteligente e escorreita e lê-se bem, como aquelas pautas de música barroca escritas por um computador com um algoritmo matemático inspirado nas obras de Bach.
In: http://tolanbaranduna.blogspot.com/2011/02/aprender-rezar-na-era-da-tecnica.html
Sábado dia 18 pelas 21:30 no Café Concerto do TMG,
Lê-se depressa. Não estou a apreciar. Estou desiludido. Já não lia Gonçalo M. Tavares há 5 anos pelo menos e algo mudou, em mim, ou nos livros dele. Tinha gostado, agora não gosto. Este ganhou o prémio do melhor livro estrangeiro em França. E enquanto escritor, é elogiado a torto e a direito. Tenho sempre a sensação de estar a ler a introdução e já vou a meio. Gonçalo cria uma personagem que é apenas um veículo para reflexões forçadas, previsíveis, académicas e batidas. Sobretudo, não são credíveis.
Curiosamente, os temas sobrepõem-se ao La Carte Et le Territoire do Houellebecq e assim uma pessoa pode perceber porque é que o Houellebecq está noutro patamar. No Aprender a Rezar na Era da Técnica as personagens são bonecos unidimensionais, sem qualquer réstia de mistério ou interesse. Pode passar por intenção inicial, criar uma espécie de "sims" que se movem num espaço cartesiano com o eixo natureza e o eixo sociedade, mas percebe-se que não é opção, é limitação. É um livro desprovido de vida, neutro, inerte. A violência, sexo ou crueldade, descritas de forma fria e indiferente, não me causam o efeito que era suposto causar. Talvez provoquem calafrios a donas de casa entre dois livros do António Lobo Antunes ou a críticos literários que gostam das coisas no sítio do costume com um qb de irreverência para apimentar e ser moderno. E depois repete-se. Penso que já a li a frase "O que mais surpreendera Lenz, não fora a [COISA QUE PELOS VISTOS O LEITOR PENSAVA QUE SURPREENDERA LENZ] mas sim a[COISA QUE AFINAL SURPREENDEU LENZ]" umas quatro vezes. Percebemos a ideia num parágrafo mas ele continua a desenvolver o originalíssimo tema do combate com a doença que vai conquistando orgãos no corpo, ou da criança que teve uma educação muito rígida em que não podia mostrar medo ou era castigada ou dos comportamentos humanos em geral, como a ambição, a subserviência ou o medo. Não há risco neste romance, há apenas uns espamos ocasionais por territórios de absurdo forçado que me parecem a reinterpretação de coisas lidas e familiares. É um ensaio académico linear sobre a condição humana etc. etc.
Desde o título, pretensioso, ao próprio uso de nomes forçados como Lenz Buchmann para criar um vazio de referências, tudo é consciente e pensado. Do Gonçalo M. Tavares, não há nada. Nem uma linha. Não tem voz literária. Não existe. Se ao menos houvesse um erro, uma vírgula mal posta, poderíamos dizer "ah, cá está o Gonçalo M. Tavares", mas não, aquela merda está escrita de forma perfeita, inteligente e escorreita e lê-se bem, como aquelas pautas de música barroca escritas por um computador com um algoritmo matemático inspirado nas obras de Bach.
In: http://tolanbaranduna.blogspot.com/2011/02/aprender-rezar-na-era-da-tecnica.html
13/06/2011
O PS da Guarda está com (actualizadoI )...
Nesta reunião foi deliberado que o Presidente da Federação e o respectivo Secretariado Federativo só emitirão uma opinião sobre o apoio a prestar após analisados os conteúdos programáticos, que venham ao encontro não só dos interesses do País mas também do Distrito, pelo que qualquer tomada de posição ficou remetida para mais tarde, sendo que o Presidente da Federação reforçou a ideia de que esta escolha do candidato a Secretário Geral do PS deverá ser feita de forma livre e democrática, prestando toda a informação tida por conveniente a todos os militantes para em consciência decidirem o futuro do Partido.
Pelo exposto e em nome da verdade, a Federação do Partido Socialista da Guarda vem desmentir a notícia divulgada pela agência LUSA, dando como certo o apoio a Francisco Assis por parte da Federação Distrital da Guarda ou do seu Presidente, José Albano Marques.
In: http://www.psguarda.com
--------------------------------------------------actualização ----------------------------
José Albano Marques considera que “António José Seguro será o secretário-geral que poderá relançar o partido no caminho das vitórias”, destacando a “determinação” e a “força de vontade” do candidato, que é militante na Guarda.
O líder distrital socialista refere que Seguro “reúne critérios únicos, porque só por milagre é que poderia aparecer outro candidato da estrutura do PS” da Guarda.
“Privilegia-se o interesse distrital apoiando António José Seguro”, acrescentou, lembrando que este foi eleito deputado pela Guarda nas eleições legislativas de 1995 e presidiu a federação socialista local entre 1998 e 2000.
José Albano Marques observou que o candidato “é uma pessoa que tem história e ligação aos autarcas e militantes” do distrito.
“Nada temos contra Francisco Assis, de quem sou amigo pessoal e cujas capacidades não estão em causa, mas, neste caso, o distrito da Guarda teria que optar pelo António José Seguro”, justificou.
Ressalvou, no entanto, que a sua decisão “não condiciona” a dos outros militantes no distrito.
No distrito da Guarda, o Secretariado do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas também decidiu apoiar “por unanimidade” o candidato António José Seguro.
As eleições directas no PS realizam-se dias 22 e 23 de Julho e o congresso entre 9 e 11 de Setembro.
In: www.publico.pt
José Albano Marques considera que “António José Seguro será o secretário-geral que poderá relançar o partido no caminho das vitórias”, destacando a “determinação” e a “força de vontade” do candidato, que é militante na Guarda.
O líder distrital socialista refere que Seguro “reúne critérios únicos, porque só por milagre é que poderia aparecer outro candidato da estrutura do PS” da Guarda.
“Privilegia-se o interesse distrital apoiando António José Seguro”, acrescentou, lembrando que este foi eleito deputado pela Guarda nas eleições legislativas de 1995 e presidiu a federação socialista local entre 1998 e 2000.
José Albano Marques observou que o candidato “é uma pessoa que tem história e ligação aos autarcas e militantes” do distrito.
“Nada temos contra Francisco Assis, de quem sou amigo pessoal e cujas capacidades não estão em causa, mas, neste caso, o distrito da Guarda teria que optar pelo António José Seguro”, justificou.
Ressalvou, no entanto, que a sua decisão “não condiciona” a dos outros militantes no distrito.
No distrito da Guarda, o Secretariado do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas também decidiu apoiar “por unanimidade” o candidato António José Seguro.
As eleições directas no PS realizam-se dias 22 e 23 de Julho e o congresso entre 9 e 11 de Setembro.
In: www.publico.pt
12/06/2011
Jogo clássico I - Pacman
Porque hoje é domingo, aqui deixamos - para deleite dos nossos leitores - o famoso clássico Pacman.
Instruções:
1. Selecionar «start game».
2. Utilizar as setas do teclado como controles.
Arcade Games
Instruções:
1. Selecionar «start game».
2. Utilizar as setas do teclado como controles.
10/06/2011
Saintes-Maries-de-la-Mer
Todos os anos, nos dias 24 e 25 de maio, 10 000 ciganos de todo o mundo rumam a Saintes-Maries-de-la-Mer, uma pequena vila do sul de França, junto ao mediterrâneo na zona da Camargue.
A motivação desta peregrinação é a festa em honra de Santa Sara padroeira do povo cigano.
Em Portugal continua a ser o mais grave caso de exclusão e racismo, que motivou já uma queixa ao tribunal europeu dos direitos do Homem. Até quando?
A motivação desta peregrinação é a festa em honra de Santa Sara padroeira do povo cigano.
Em Portugal continua a ser o mais grave caso de exclusão e racismo, que motivou já uma queixa ao tribunal europeu dos direitos do Homem. Até quando?
09/06/2011
Saúdinha é o que faz falta
Aqui vos deixo o Ranking dos Sistemas de Saúde no mundo e os gastos per capita dos melhores... cada um que tire as suas conclusões.
E agora os gastos per capita dos mais desenvolvidos:
E já agora acrescentar que nos EUA o sistema de saúde é privado, por seguros. Em Portugal é público como sabemos.
Afinal o custo benefício do nosso SNS será um dos melhores de todo o mundo, e ainda há quem advogue que no privado seria melhor...
É precisamente por estes motivos que as seguradoras consideram Portugal como um pesadelo para o seu negócio: é quase impossível fazer melhor gastando tão pouco, pior ainda se se tiver de distribuir lucros a accionistas!
...
E agora os gastos per capita dos mais desenvolvidos:
E já agora acrescentar que nos EUA o sistema de saúde é privado, por seguros. Em Portugal é público como sabemos.
Afinal o custo benefício do nosso SNS será um dos melhores de todo o mundo, e ainda há quem advogue que no privado seria melhor...
É precisamente por estes motivos que as seguradoras consideram Portugal como um pesadelo para o seu negócio: é quase impossível fazer melhor gastando tão pouco, pior ainda se se tiver de distribuir lucros a accionistas!
...
Ana Gomes: Paulo Portas não tem idoneidade
Seguir link:
Eleições 2011 - Ana Gomes defende que Paulo Portas não tem condições para fazer parte do Governo - RTP Noticias, Áudio
O CDS já veio dizer que estas afirmações são gravíssimas e que estão a ponderar tomar uma acção judicial contra Ana Gomes.
Eleições 2011 - Ana Gomes defende que Paulo Portas não tem condições para fazer parte do Governo - RTP Noticias, Áudio
O CDS já veio dizer que estas afirmações são gravíssimas e que estão a ponderar tomar uma acção judicial contra Ana Gomes.
07/06/2011
1ª Escola de Hotelaria e Turismo de Portugal
«No passado dia 20, foi dado um passo importante para o turismo da Beira Interior: a celebração da escritura entre a Câmara Municipal e oTurismo de Portugal, que vai permitir a instalação da primeira Escola deHotelaria e Turismo de Portugal na Guarda.
Num futuro muito próximo que é já amanhã, o turismo continuará a ser um dos pilares fortes do crescimento competitivo do nosso país. O turismo não é um “mero ofício” de amadores, mas uma arte de muitos, onde a formação, o profissionalismo, o saber fazer abrangente e a inovação, são as competências exigidas aos agentes envolvidos naquela área.
A Escola de Turismo da Guarda será a resposta a tudo isso, em consonância total com o Plano Estratégico Nacional, em que se privilegia a instalação daqueles estabelecimentos em zonas nobres de cidades nevrálgicas para o sector, valorizando ao mesmo tempo o património já construído e revitalizando zonas urbanas envolventes.
Assim aconteceu por todas as cidades do País, onde o Turismo de Portugal instalou escolas, sendo a última, a da Guarda. Assim a Escola ficará instalada num edifício histórico, emblemático e marcante da cidade, o velho Hotel Turismo projectado nos anos 40 bem no coração da urbe projectado por Vasco Regaleira.
As razões que presidiram à escolha da cidade pelo Turismo de Portugal resumem-se ao seguinte:
A Guarda é um pólo de desenvolvimento turístico da Serra da Estrela e com vocação de centro académico; é a primeira cidade “bioclimática” Ibérica numa área de forte termalismo, com turismo rural e da natureza; tem carência formativa especializada e técnica de recursos humanos, em particular no sector das termas e de SPA, e dispõe de um espaço arquitectónico com as características que o Turismo de Portugal procura, passando a dar-lhe uma nova vitalidade.
A infra-estrutura será dotada de um Hotel de Aplicação, Restaurante, Auditório e SPA com meios tecnologicamente evoluídos, com capacidade para 250 alunos num raio de influência nos Distritos da Guarda e Viseu, e com a possibilidade de internacionalização com a Espanha.
Tem oferta formativa profissional Nível IV e V direccionando-se especialmente em três produtos PENT, no pólo da Serra da Estrela: o Turismo da Natureza, Saúde e Bem-estar e Turismo Cultural e Religioso, e também proporciona formação contínua aos profissionais do sector do Turismo ao público em geral.
Os curricula são aprovados pela “École Hoteliére de Lausanne” e os custos do projecto, construção e equipamentos serão comparticipados a 70% pelos fundos comunitários do QREN, com início de obra em 2012 e abertura prevista em 2013.
Pretende colaborar com o Instituto Politécnico da Guarda, nas competências formativas, e vai potenciar a proximidade aos centros termais, às unidades de turismo no espaço rural, Parque Natural da Serra da Estrela, rede de aldeias históricas e outros empreendimentos turísticos existentes e previstos, deixando espaços para outras iniciativas privadas na área do turismo e do lazer.
Todas estas razões são mais que suficientes para que não deixássemos de lutar por este projecto com determinação e convicção dado o alcance local, e regional no eixo Guarda – Viseu, quando o que está em causa é sobretudo o interesse da Res pública.»
Joaquim Valente - In: http://www.asbeiras.pt
06/06/2011
Daltonismo
Quem sai do Distrito pela A23 em direção a Sul (Castelo Branco) fica a saber que existem estranhos acidentes rodoviários que chegam a causar inclusivamente daltonismo...
03/06/2011
Magazine Cultural I
Sábado 4 de Julho no TMG - Uma espanhola em cima dumas paletes
A peça chama-se «Medea llama por cobrar» e é uma livre interpretação de Medeia o clássico de Eurípedes.
Conta uma interessante e trágica estória de emigração do Equador para os EUA.
A peça começa pelas 21:30 no pequeno auditório do TMG e o bilhete custa 5€.
A peça chama-se «Medea llama por cobrar» e é uma livre interpretação de Medeia o clássico de Eurípedes.
Conta uma interessante e trágica estória de emigração do Equador para os EUA.
A peça começa pelas 21:30 no pequeno auditório do TMG e o bilhete custa 5€.
Arte Reaccionária
Para que os que defendem a arte Moderna/Contemporânea sem conteúdo ou nexo saibam a quem prestam vassalagem e quais as entidades que se movem por detrás do biombo:
(ao lado quadro de Jackson Pollock, um dos "artistas" criados pela CIA)
«... a CIA gastou milhões de dólares financiando organizações culturais e filantrópicas, patrocinando congressos culturais, montando exibições de artes plásticas, espetáculos de teatro, dança e música, subvencionando jornais, revistas e pagando bolsas de estudos e salários de escritores, recrutados como agentes ou atraídos como inocentes úteis. Tudo isso para combater o marxismo, o comunismo, as ideias progressistas, divulgar os valores do "mundo livre", do "american way of life", e camuflar o racismo e as demais políticas agressivas, internas e externas do governo americano.
Era grande a convergência de interesses entre a CIA e a chamada "Esquerda Democrática" da Europa na luta contra o comunismo. Essa estreita colaboração incluía desde operações fura-greves na França, produção de informes sobre militantes `estalinistas` e campanhas de difamação para impedir que artistas de esquerda fossem premiados, como aconteceu com o poeta comunista chileno Pablo Neruda, que disputou o Prêmio Nobel de Literatura em 1964. Neruda só viria a receber esse prêmio em 1971.
Para levar adiante a sua política cultural, a CIA financiou, entre outras, as Fundações Ford e Rockefeller e as publicações anticomunistas Partisan Review, Kenyon Review, New Leader e Encounter. Na lista dos numerosos intelectuais pagos ou promovidos pela Agência estavam nomes famosos como Isaiah Berlin, Hannah Arendt, Irving Kristol, Melvin Lasky, Stephen Spender, Sidney Hook, Daniel Bell, Dwight MacDonald, Robert Lowell, Mary McCarthy. Na Europa, o maior interesse da CIA estava voltado para autores ex-comunistas ou ligados à chamada "Esquerda Democrática", como Ignacio Silone, Stephen Spender, Arthur Koestler (O Zero e o Infinito), Raymond Aron,Anthony Crosland, George Orwell (OTriunfo dos Porcos, 1984).
[...]
Um fato curioso exposto no livro de Saunders é o apoio que a CIA e seus aliados no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) deram ao expressionismo abstrato de Jackson Pollock e outros, considerado um antídoto à arte de conteúdo social. Nelson Rockefeller, um dos fundadores do MoMA, dizia que o expressionismo abstrato era "a pintura da livre empresa" e os ideólogos da CIA o chamavam de "a verdadeira antítese do realismo socialista". O engraçado é que, com essa tomada de posição, Rockefeller e a CIA compraram uma briga com a ala direita do Congresso Americano, que desprezava o expressionismo abstrato.
[...]
O governo dos Estados Unidos investiu milhões de dólares depois da Segunda Guerra com o objetivo explícito de impor a sua ideologia ao resto do mundo.
[...]
O governo dos Estados Unidos investiu milhões de dólares depois da Segunda Guerra com o objetivo explícito de impor a sua ideologia ao resto do mundo.
[...]
A política cultural da CIA durante a Guerra Fria foi, certamente, a cabeça-de-ponte de uma guerra muito mais prolongada, que terminou com o desagregação dos países do bloco socialista do Leste Europeu e a vitória do neoliberalismo.
Agora que o neoliberalismo entrou em crise, os intelectuais deveriam levar em conta essa lição do passado. No mínimo, para não participarem da história como "inocentes úteis" e se preocuparem com as fontes do dinheiro que recebem.Pois, como dizia o filósofo, poeta e líder do povo vietnamita Ho Chi Mihn: quem paga a orquestra, escolhe a música.»
A política cultural da CIA durante a Guerra Fria foi, certamente, a cabeça-de-ponte de uma guerra muito mais prolongada, que terminou com o desagregação dos países do bloco socialista do Leste Europeu e a vitória do neoliberalismo.
Agora que o neoliberalismo entrou em crise, os intelectuais deveriam levar em conta essa lição do passado. No mínimo, para não participarem da história como "inocentes úteis" e se preocuparem com as fontes do dinheiro que recebem.Pois, como dizia o filósofo, poeta e líder do povo vietnamita Ho Chi Mihn: quem paga a orquestra, escolhe a música.»
In: http://geografiaeconjuntura.sites.uol.com.br/eua/eua01.htm Outros links de relacionados:
01/06/2011
Concurso Fotográfico «António Correia - 2011»
O concurso de Fotografia António Correia está de regresso. “Vestígios da presença judaica no distrito da Guarda” é o tema desta edição, sendo que a entrega dos trabalhos decorre de 1 de Junho a 21 de Julho.
A iniciativa pretende fomentar o gosto pela fotografia artística, chamando também especial atenção para a realidade social e humana, bem como para o património natural e arquitetónico da região da Guarda.
Cada concorrente deverá entregar, em papel e CD/DVD na Agência da Guarda da Fundação INATEL, um conjunto de 7 fotografias, a cores ou a preto e branco, sobre a temática indicada, que dê um panorama global de uma realidade a concurso e que possam constituir um conjunto equilibrado e estimulante do ponto de vista estético. As fotografias podem ser realizadas em localidades do distrito da Guarda.
Os prémios, a conceder, serão de 500 Euros para o 1º classificado, 350 Euros para o 2º, 250 Euros para o 3º e 100 Euros para o 4º.
Esta iniciativa é organizada pela Agência para a Promoção da Guarda com a parceria da Agência da Guarda da Fundação INATEL.
A iniciativa pretende fomentar o gosto pela fotografia artística, chamando também especial atenção para a realidade social e humana, bem como para o património natural e arquitetónico da região da Guarda.
Cada concorrente deverá entregar, em papel e CD/DVD na Agência da Guarda da Fundação INATEL, um conjunto de 7 fotografias, a cores ou a preto e branco, sobre a temática indicada, que dê um panorama global de uma realidade a concurso e que possam constituir um conjunto equilibrado e estimulante do ponto de vista estético. As fotografias podem ser realizadas em localidades do distrito da Guarda.
Os prémios, a conceder, serão de 500 Euros para o 1º classificado, 350 Euros para o 2º, 250 Euros para o 3º e 100 Euros para o 4º.
Esta iniciativa é organizada pela Agência para a Promoção da Guarda com a parceria da Agência da Guarda da Fundação INATEL.
O regulamento do Concurso pode ser consultado na íntegra aqui.
in: http://www.guarda.pt
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