29/09/2011

Guarda na rota do progresso



Com o fim do projecto do TGV português e depois deste anuncio - da transformação da linha da beira alta em linha de velocidade alta em bitola europeia com ligação Aveiro-centro da europa - ficou claramente consumada a importância estratégica da Guarda e da sua plataforma logística (PLIE) no panorama dos transportes nacionais, em particular da ferrovia.

Esta situação vem reforçar a centralidade ibérica já bem patente na rodovia: quer pela equidistância em relação a Madrid e Lisboa quer pelo no entroncamento da A25,A23 e IP2 que se estendem da região da Guarda em direcção a todos os pontos cardeais, ou seja em direcção a todos os centros urbanos relevantes das regiões vizinhas.

Este é sem dúvida um excelente anúncio para a nossa região em tempos de recessão e sufoco económico.
É pois altura de os órgãos de poder da Guarda se unirem e falarem a uma só voz, interpelando o governo no sentido de ser previsto o cais ferroviário da PLIE nas obras de transformação da ferrovia.

Por outro lado é com estranheza que verificamos a estratégia da CP de "cortar" a ligação entre as linhas da Beira Alta e Beira Baixa, deixando assim a região de Castelo Branco fora da rota europeia de mercadorias. Esta decisão é também estranha, se pensarmos que ela permitiria "bascular" tráfego ferroviário proveniente do sul...

2 comentários:

Anónimo disse...

É tão óbvio que a Guarda vai ter a desmedida capacidade de falhar miseravelmente com mais uma oportunidade que podia ter todo o potencial para vingar... mas enfim, não é nada a que os Guardenses não estejam já habituados. A cidade é agora nada mais do que um grande monte de promessas que nunca se concretizam. A PLIE é gigante em tamanho e em falhanço, tal como gigantes eram as promessas de empresas que se iam instalar nela e que foram substituídas por um gigante vazio. Não estou a ver a cidade a conseguir instalar ali um terminal, mas espero estar enganado...

E disse...

Discordo:

Neste momento e apesar da conjuntura económica já estão instaladas 11 empresas na PLIE, algumas das quais de grande dimensão como é o caso da OLANO que duplicou recentemente a área das suas instalações.

Como é óbvio as empresas continuarão a instalar-se embora a um ritmo lento como é normal na situação económica mundial que atravessamos.